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Há 10 anos a
tecnologia digital chegava aos Enduros com o objetivo de
facilitar a vida dos pilotos/navegadores nas competições de
regularidade.
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Os computadores de
bordo vieram acabar com as dores de cabeça causadas pelos
inúmeros cálculos que os corajosos navegadores da época se
propunham a fazer para se manter no tempo ideal da prova. Como
isso era feito, é coisa para uma outra hora, o importante agora
é agradecer aos "NERDS" que inventaram esse "TREM" e resolveram
ganhar dinheiro com isso vendendo pra nós.
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Então vamos ao que
interessa. As máquinas de navegação dispõe de teclado para
digitar as informações da planilha e um display de cristal
líquido onde são mostradas informações como: cronômetro,
velocímetro, odômetro, trecho navegado na planilha, velocidade
média imposta e indicação de atraso ou adiantamento do piloto em
relação ao seu tempo ideal da prova.
O uso da
máquina de navegação é importante por 2 fatores principais:
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Talvez o fator que mereça maior consideração seja a aferição
do odômetro. E o que significa "aferir o odômetro"? Na
teoria, 5000 (cinco mil) metros medidos por uma DT, Agrale, KDX,
RMX, WR, CRFX, Tornado, XR200 ou HUSKY serão sempre os mesmos
5000 (cinco mil) metros. Porém, na prática não é o que acontece,
pois algumas variantes como tipo de pneu, estado do pneu,
calibragem, temperatura, engrenagens do desmulltiplicador e até
mesmo fabricantes diferentes do odômetro alteram as medições. As
diferenças, quando existem, podem alcançar até 20%, fazendo com
que numa medição de 5000 (cinco mil) metros, haja uma diferença
de aproximadamente 1 (um) quilômetro, o que não ajuda nada na
missão de roteirar e não se perder.
E é aí que entra a máquina de navegação ou computador de bordo,
como queiram. Estes equipamentos tem o recurso de poder alterar
o coeficiente de aferição da máquina (vulgo "W"), fazendo com
que a sua moto meça uma determinada distância igual à moto do
organizador da prova, isto é, os 5000 (cinco mil) metros medidos
pela moto do organizador serão também medidos com igual valor
pela sua moto, independente da maioria das variantes existentes.
Exemplo: O primeiro trecho da planilha é um deslocamento de 4500
(quatro mil e quinhentos) metros, porém, ao final do
deslocamento, sua máquina marcou 4750 (quatro mil, setecentos e
cinquenta) metros, portanto houve uma diferença de 250 (duzentos
e cinquenta) metros em relação à medição da prova. É simples,
basta informar à máquina que aquela distância não é 4750 metros,
mas sim 4500 metros. Desta operação em diante a sua medição
estará AFERIDA com a do organizador, não havendo mais
erros grotescos de metragens durante toda a prova.
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O
segundo fator é a navegação. E o que é Navegar? Estar no lugar
certo, na hora certa.
No tópico 1 já aprendemos como "estar no lugar certo", ou
seja, como ter medições corretas em relação à prova. Agora só
nos falta "estar na hora certa".
Anos atrás, quando não existiam as máquinas de navegação, as
médias horárias eram controladas segundo os tempos de final de
trecho, porém nunca se tinha a certeza de que estava no tempo,
adiantado ou atrasado. Hoje, com o surgimento destes
equipamentos, o tempo é controlado com mais precisão já que,
após devidamente programada com os dados fornecidos pela
planilha, a máquina passa o Enduro inteiro mostrando ao piloto
quantos segundos ou até centésimos de segundo ele está adiantado
ou atrasado, bastando à ele somente acelerar ou frear. Quer mais
moleza? Vai passear de Landau automático.
Abaixo algumas empresas fornecedoras de equipamento de navegação.
Para fazer a sua escolha converse antes com outros pilotos.
www.totemonline.com.br
www.compassnet.com.br
www.cormed.com.br
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